Eu continuo à toa.
Não por querer.
Não por precisar.
Mas por, no momento, não poder fazer quase nada.
Então, vou tentar transformar essa "atoabilidade" (como diria o Tite, técnico do Corinthians) em algo que, se não for útil para ninguém, pelo menos possa distrair alguém - mesmo que esse alguém seja só eu.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
sábado, 17 de dezembro de 2011
O livro que ia começar do avesso e foi por água abaixo
Não sei bem os motivos que me levaram, ou constrangeram a escolher as letras como uma das ferramentas de trabalho.
Creio que a opinião dos outros tenha tido um peso muito grande. Professores, colegas de escola, e, claro, a imparcialíssima opinião de mamãe (Oh! Como você escreve bonito, minha filha...).
Mas a verdade é que o mundo profissional também achou que eu manuseava a contento o teclado da minha poderosa Remington.
Isso foi criando em mim um pequeno e tímido sonho: ser escritora. Sozinha, depois que o mundo ia dormir - naquele tempo o mundo tinha hora para ir dormir e ia mesmo - eu tirava a tampa da minha máquina de escrever portátil (trabalhei muito para conseguir comprar!) e com todo cuidado e carinho ia escolhendo as palavras do que eu sonhava que um dia pudesse se tornar o meu livro.
Demorei muito tempo até concluir o último, ou o primeiro capítulo, já que o livro começaria pelo último capítulo.
Seria uma história contada de trás pra frente. Meu leitor saberia como terminou a vida do personagem central e depois ia descobrindo cada sonho que perdeu, os erros que cometeu, suas vitórias, como aprendeu a amar e odiar, como aquele rosto adquiriu cada ruga... tudo em ordem cronológica inversa.
Do alto dos meus 18 anos, na plenitude dos Anos Rebeldes, sentindo a liberdade pulsar em minha alma, eu queria ensinar o que nunca ninguém havia me ensinado, queria explicar o que não sabia, mas que sentia, como um animal selvagem, a quem o instinto põe em alerta contra qualquer perigo, mesmo que desconhecido.
Vai daí que eu resolvi pedir uma opinião sobre minhas escrivinhações. Mostrei o texto para minha irmã. Ela pareceu ler atentamente e ao final, me estendeu de volta minhas preciosas páginas e pontificou: "Parece Machado de Assis."
Dobrei cuidadosamente as folhas, guardei-as dentro do caderno onde escrevia meus versos, ao qual ninguém tinha acesso e ali elas dormiram muitos anos. Continuei a escrever meus versos, meus contos e minhas prosas, naquele caderno onde minha alma se abria e transformava em palavras risos e dores, sonhos e frustrações.
No começo deste século minha vida real começou a ficar muito parecida com o primeiro ou último, ou único capítulo do livro. Nele, a personagem central passava os dias sentada, com os olhos fixos na linha do horizonte esperando que o leitor fechasse o livro. Então, numa noite, as águas do Rio Jaguari Mirim envolveram silenciosamente o meu caderno e "o meu livro".
Sei que, de repente, se alguém que conhece a obra de Machado de Assis ler esta postagem vai achar que sou uma idiota arrematada, porque Machado de Assis é ótimo. Então vou fazer uso do direito de defesa antecipado.
Eu gosto de Machado de Assis, sempre gostei, mas eu era a única entre todos os meus amigos. Eu lia as obras dele porque adorava ler e quando o professor de português mandava a classe ler um livro dele, para mim era muito bom ou uma gostosa releitura, mas para a turma - de modo geral - era uma tortura.
Eu definitivamente não estava querendo entrar para o rol dos torturadores, por mais que simpatizasse com eles.
Bem, toda essa prosa tem dois motivos:
1 - Só peça a opinião dos outros depois que já tiver tomado sua própria decisão e esteja bem seguro dela.
2 - Não jogue nada nos rios, isso é errado e muito feio. É ecologicamente incorreto e os peixes não sabem ler.
Creio que a opinião dos outros tenha tido um peso muito grande. Professores, colegas de escola, e, claro, a imparcialíssima opinião de mamãe (Oh! Como você escreve bonito, minha filha...).
Mas a verdade é que o mundo profissional também achou que eu manuseava a contento o teclado da minha poderosa Remington.
Isso foi criando em mim um pequeno e tímido sonho: ser escritora. Sozinha, depois que o mundo ia dormir - naquele tempo o mundo tinha hora para ir dormir e ia mesmo - eu tirava a tampa da minha máquina de escrever portátil (trabalhei muito para conseguir comprar!) e com todo cuidado e carinho ia escolhendo as palavras do que eu sonhava que um dia pudesse se tornar o meu livro.
Demorei muito tempo até concluir o último, ou o primeiro capítulo, já que o livro começaria pelo último capítulo.
Seria uma história contada de trás pra frente. Meu leitor saberia como terminou a vida do personagem central e depois ia descobrindo cada sonho que perdeu, os erros que cometeu, suas vitórias, como aprendeu a amar e odiar, como aquele rosto adquiriu cada ruga... tudo em ordem cronológica inversa.
Do alto dos meus 18 anos, na plenitude dos Anos Rebeldes, sentindo a liberdade pulsar em minha alma, eu queria ensinar o que nunca ninguém havia me ensinado, queria explicar o que não sabia, mas que sentia, como um animal selvagem, a quem o instinto põe em alerta contra qualquer perigo, mesmo que desconhecido.
Vai daí que eu resolvi pedir uma opinião sobre minhas escrivinhações. Mostrei o texto para minha irmã. Ela pareceu ler atentamente e ao final, me estendeu de volta minhas preciosas páginas e pontificou: "Parece Machado de Assis."
Dobrei cuidadosamente as folhas, guardei-as dentro do caderno onde escrevia meus versos, ao qual ninguém tinha acesso e ali elas dormiram muitos anos. Continuei a escrever meus versos, meus contos e minhas prosas, naquele caderno onde minha alma se abria e transformava em palavras risos e dores, sonhos e frustrações.
No começo deste século minha vida real começou a ficar muito parecida com o primeiro ou último, ou único capítulo do livro. Nele, a personagem central passava os dias sentada, com os olhos fixos na linha do horizonte esperando que o leitor fechasse o livro. Então, numa noite, as águas do Rio Jaguari Mirim envolveram silenciosamente o meu caderno e "o meu livro".
Sei que, de repente, se alguém que conhece a obra de Machado de Assis ler esta postagem vai achar que sou uma idiota arrematada, porque Machado de Assis é ótimo. Então vou fazer uso do direito de defesa antecipado.
Eu gosto de Machado de Assis, sempre gostei, mas eu era a única entre todos os meus amigos. Eu lia as obras dele porque adorava ler e quando o professor de português mandava a classe ler um livro dele, para mim era muito bom ou uma gostosa releitura, mas para a turma - de modo geral - era uma tortura.
Eu definitivamente não estava querendo entrar para o rol dos torturadores, por mais que simpatizasse com eles.
Bem, toda essa prosa tem dois motivos:
1 - Só peça a opinião dos outros depois que já tiver tomado sua própria decisão e esteja bem seguro dela.
2 - Não jogue nada nos rios, isso é errado e muito feio. É ecologicamente incorreto e os peixes não sabem ler.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Eu tava mesmo à toa...
Quando notei, havia um cateter me prendendo a um concentador de oxigênio - 20 hs por dia...
Agora que já não estou à toa. Meu desafio é resgatar minha saúde, íntegra, capaz de me levar a viver mais 30 ou 40 anos - não sei ao certo quanto quero viver ainda. Ao longo dos dias vou relatando minhas aventuras a quem possa interessar. beijos
Agora que já não estou à toa. Meu desafio é resgatar minha saúde, íntegra, capaz de me levar a viver mais 30 ou 40 anos - não sei ao certo quanto quero viver ainda. Ao longo dos dias vou relatando minhas aventuras a quem possa interessar. beijos
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Militares liberam o tráfico no Egito
"...continuavam na Praça Tahrir, no centro do Cairo, palco dos protestos das últimas semanas.
O tráfico de veículos fluía com poucos obstáculos na área, onde nas últimas semanas se concentraram milhares de manifestantes que derrubaram na sexta-feira o presidente Hosni Mubarak."
Do Portal G1, com agências internacionais - 14/02/2011 09h31 - Atualizado em 14/02/2011 09h51
---- Não adianta, eu adoro essas coisas. Acho que leio notícias mais para rir do que para me informar....
O tráfico de veículos fluía com poucos obstáculos na área, onde nas últimas semanas se concentraram milhares de manifestantes que derrubaram na sexta-feira o presidente Hosni Mubarak."
Do Portal G1, com agências internacionais - 14/02/2011 09h31 - Atualizado em 14/02/2011 09h51
---- Não adianta, eu adoro essas coisas. Acho que leio notícias mais para rir do que para me informar....
domingo, 19 de setembro de 2010
E o vestido foi passear com o vento...
Veja que coisa mais meiga:
O vento levou o vestido da Katy para passear!
Isso sim é uma verdadeira notícia: nunca antes na história deste país se ouviu falar de um vestido tão passeador...
Esteve online no portal da Globo.com, na sexta-feira, 17/09/2010.
Efeitos inesperados da baixa umidade do ar
Passei um tempão sem postar nada aqui. Mas, "pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto - eu tô voltando".
E tô voltando com muitas risadas. Resolvi aproveitar a pérolas que encontro online e postar aqui para que a gente possa rir juntos.
Essa estava no Globo.com, na sexta-feira, 17/09/2010:
Deve ser efeito da falta de chuvas:
Achei muito interessante a legenda desta foto que mostra um gramado sendo irrigado: "Grama que envolve um dos campos é artificial"
Isso é que é baixa umidade do ar! Até gramado artificial está precisando de irrigação!
Mas vamos lá... hoje é domingo e ainda tem muito mais coisa pra fazer a gente rir...
beijos e gargalhas...
domingo, 21 de março de 2010
Girassóis
Os girassóis são lindos! Mais lindos ainda quando você pode ve-los de perto e te-los plantados em uma pequena floreira.
Esta é uma de minhas paixões atuais!
Esta é uma de minhas paixões atuais!
Encantadoramente fáceis de cultivar.
Você compra as sementes do mini-girassol dobrado em qualquer loja do setor ou mesmo em supermercados, como eu comprei.
Plantei apenas 12 sementes - apenas duas delas não germinaram.
Mas desde a germinação foi um encantamento. Tão rápido que você nem acredita...
Depois você precisa fazer o transplante - isso é necessário porque a maioria das plantas geradas por sementes acabam ficando muito à flor da terra e por isso com raízes muito superficiais.
Depois é só providenciar o sol.
Quando a mudinha atinge uns 10 cm, os botões de flor começam a surgir. Depois você descobre na altura de cada folhinha esta nascendo um novo botão de girassol.
Abaixo os jardins verdes! Dê mais cor à sua vida!
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